Três dias de sol ardendo durante à tarde e vento congelante à noite. Pra ser o Woodstock brasileiro só sobrou o rock, e como sobrou.

No primeiro dia o Rage trouxe toda a tensão do grupo que se exacerbou no público, com direito a invasão da área vip e falha no som. Mesmo ainda não estando lá, o que vi pela TV foi um Los Hermanos fora de entrosamento entre os integrantes, mas completamente conectado com o público. Principalmente o público atrás da tão contraditória área dos “privilegiados” Vips.
No segundo dia, aquele em que meus pés pisaram na terra misturada com grama e que meu nariz sentiu toda a fúria da poeira, o sol não ardia direto, mas ainda assim queimava. Com um line-up um tanto quanto fraco se comparado com o dia anterior que teve MSTRKRFT e Crystal Method, a tenda eletrônica Greenspace só me serviu de passagem pra área de alimentação na parte superior da fazenda. Com o grande tempo gasto pra se locomover, desde ir ao banheiro até pra comprar uma cerveja por um real a menos (R$6) do que com os ambulantes, eu aproveitei e assisti um pedaço da apresentação do Volver na tenda Oi Novo Som. E por não conseguir andar, o novo show do Otto ficou pra próxima.
O domingo era dos palcosÁ gua e Ar. O aquece geral ficou por conta do Jota Quest, que segundo eles mesmos faziam o maior show da vida. Pelo menos para o maior evento. Mãozinha pra cima, galera cantando os hits radiofônicos enquanto esperava o Sublime e rezava pra que o tempo passasse logo na vez do Capital Inicial.
Entre Rome, Joss e a sonolenta Regina
E o Capital demorou, como demorou. Com um show arrastado mesmo pra quem estava acompanhando de muito longe e sem ouvir quase nada, a banda de rock oficial dos rodeios brasileiros foi cansativa. Foi um gelo, entre a empolgação que se via na hora do Jota Quest e a animação do público diante do Sublime.
A garotada, sim a garotada, cantava tudo do Sublime de cor, pulando e formando rodinhas desde a área vip até o final do público de trás, que graças a um terreno em declive não tinha a visão tão prejudicada dos palcos. Como se não bastasse a turma de Dinho Ouro Preto, Regina Spektor, perdida no meio do line-up colocou novo balde de água fria na galera. Balde que a Joss Stone não se deu conta. Encantadora e linda, ela Read the rest of this entry →