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Nem todas as listas são eternas

Sempre rola uma conversa ou um pensamento que me leva a formular uma lista de cinco melhores. Parece coisa de moleque que nunca cresceu e vive em um mundinho de sonhos em torno do livro Alta Fidelidade, mas não é bem assim. Todos nós temos nossas preferências, e é legal poder classificar, colocar em um ranking, porque vai que algum dia você tá em uma mesa de bar e vem à pergunta: “Qual sua banda preferida?”

Tá bom, nessa altura do campeonato, quando faltam apenas 381 dias para completar a trigésima primavera, ou melhor, outono, é meio difícil essa pergunta vir assim, direta. Ainda mais levando em conta que boa parte de meus amigos e conhecidos já passaram dos 33. Só que acontece de alguém, em algum momento, perguntar.

O problema não é a pergunta, mas a resposta que pode vir errada, tanto pela quantidade de álcool circulando no cérebro, como pela urgência, pelo impacto da pergunta. E se eu responder que minha banda preferida é “X”, quando durante toda uma adolescência eu arquivei material sobre a banda “Y”? E se a resposta for motivo de zoação? Bom, nada melhor que o foda-se, mas para sua consciência, o foda-se não existe. Nada perdoa uma traição. Falar que gosta de uma quando se declarava incessantemente de amores para outra.

Só que no fundo, o que mais deixa perturbado é se as listas de cinco melhores são eternas. Eu acho que mudam com o tempo, e nem é tanto tempo assim, questão de meses. Já que o hype de se desesperar por tudo que é lançamento novo perdeu um pouco de força, essa mudança também perdeu a frequência. Graças a Deus. Mas ainda muda. Então poderíamos fazer cinco listas de cinco melhores, de acordo com cinco décadas, cinco anos, meses, dias? Talvez…

 

Cinco melhores bandas – em 28 anos e 349 dias:

1 – Legião Urbana

2 – Pearl Jam

3 – Belle & Sebastian

4 – Los Hermanos (sim!)

5 – REM

 

Cinco melhores bandas – do mês:

1 – The Smiths

2 – Blur

3 – Radiohead

4 – The Cure

5 – Belle &Sebastian

Muda, sempre muda…

11

05 2012

Damon Albarn prepara novo disco solo

Damon Albarn disse em entrevista para à BBC Radio 4, que está trabalhando em um novo álbum solo. Com essa declaração, Albarn põe fogo nas especulações que falam sobre um possível fim do Blur e do Gorillaz. Segundo Albarn, o novo disco solo está sendo feito totalmente por ele.

“Esta semana estamos perdendo tempo com esses sintetizadores russos em algo leve para entrar nas gravações. Acho que você até poderia chamá-lo de um ‘disco solo’ de minha autoria, mas eu não gosto dessa expressão, soa muito solitária. Eu realmente não quero estar sozinho na minha vida. Mas é verdade, estou realmente trabalhando em um novo projeto”, afirmou o cantor.

Os rumores sobre o fim das bandas das quais é o vocalista e principal compositor, mexeram com o cenário pop mundial. Principalmente o possível fim definitivo do Blur, que tem uma apresentação marcada para o encerramento dos Jogos Olímpicos de Londres. O show que vai ser realizado no Hyde Park, e vai contar com a presença de New Order e The Specials, é tido como o último do grupo.

Perguntado se ele havia se “inscrito para as olimpíadas”, Albarn respondeu que acha o lado corporativo deprimente, mas com o show eles estão proporcionando outra forma de celebração dos jogos olímpicos.

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04 2012

O Grammy 2012 foi de Adele

imagem Reuters

Confirmando o que disse semana passada, o domingo terminou com Adele no topo. “Rolling in the Deep”, conquistou os prêmios Grammy de “Gravação do Ano”, “Música do Ano” e “Melhor Clipe”. Além disso, o segundo álbum da carreira da artista britânica, “21”, levou o prêmio de “Álbum do Ano” e “Álbum Pop”. E o sexto Grammy de Adele na edição 2012, sim, foram seis, veio com a canção “Someone Like You” que venceu na categoria “Performance Solo Pop”.

Mas a noite do Grammy não teve só Adele. O Foo Fighters dominou as categorias “Rock”. A música “Walk” e o álbum “Wasting Light” deram ao grupo os prêmios de “Performance Rock”, “Performance Hard Rock/Metal”, “Música de Rock” e “Álbum de Rock”. O grupo ainda ganhou na categoria “Melhor Clipe-Documentário” por “Foo Fighters: Back And Forth”.

Talvez os outros destaques da noite tenham ficado para a premiação de “Performance Duo ou Grupo”, que ficou para Tony Bennett & Amy Winehouse, pela música “Body and soul”, e para o grupo Tedeschi Trucks Band, que venceu como “Melhor Álbum de Blues”.

Mas a noite foi das apresentações. Com a premiação dedicada à cantora Whitney Houston, morta na noite anterior, o primeiro a subir ao palco foi Bruce Springsteen. Bruno Mars surpreendeu. Mas nada se compara a incrível apresentação de Paul McCartney, e a histórica reunião dos Beach Boys, que emocionaram até quem tava vendo tudo pela TV, no conforto do sofá, e com um terrível sono de domingo.

13

02 2012

Tem Del Rey pior que a Lana?

Tem!

Vi no Alexandre Mathias

08

02 2012

Não há limites para Adele

Ela é gordinha, tem somente 23 anos e seu vozeirão incomoda muita gente. E como incomoda.

Há quem faça comparações monstruosas, dignas de uma expulsão em uma mesa de bar, como dizer que no Brasil existe tanta gente talentosa quanto ela. Quem, Michel Teló? Ivete? Cláudia Leite? Não amigos, Adele não se compara. Ela está no topo do mundo.

Mas há quem não concorde que o fenômeno Adele, seja realmente algo fenomenal, espetacular. O respeitadíssimo jornalista Simon Reynolds disse em entrevista recente a revista Época, que se perturba com o fato de Adele ser considerada uma das maiores artistas do nosso tempo.  Segundo ele, o estilo de Adele é parecido com o de Etta James, e isso é deprimente.

Discordo!

Adele é fã de Etta James, e nunca negou isso, mas o fato é que a voz e o talento são dela. Independente de ser ou não parecido com alguém do passado. E os números estão aí para comprovar.

21, seu segundo álbum, vendeu mais de 17 milhões de cópias, e assumiu o posto de disco britânico mais vendido do século. Rolling in The Deep é uma das músicas mais tocadas em todas as rádios do mundo. Adele ainda colocou os dois álbuns da carreira, 19 e 21, entre os cinco primeiros das paradas britânicas. Coisa que até então só os Beatles Haviam feito.

A verdade é que com ajuda publicitária ou não, Adele é sim um fenômeno. Não só pelos números, mas principalmente pelas qualidades vocais e musicais. Pela simplicidade do som, e por fugir dos padrões de beleza.

E nisso, eu volto a pensar nela, a Lana Del Rey, o que será dessa mercadoria que tem até os lábios montados. Ou vai me dizer que aquilo é natural?

08

02 2012

Quando acaba, mas não termina

O que é preciso para ser uma grande banda? Tempo? Carreira sólida? Bons discos? Só hits? Ou ser dançante?

Talvez para James Murphy, do LCD Soundsystem, a única resposta seria: os fãs.

Sim, estes emblemáticos, complexos, complicados e exigentes, fãs.

Não é à toa, que para mostrar ao mundo que o LCD Soundsystem (sempre andando em paralelo com o mainstream, com um pé lá sem tirar o outro cá) foi uma grande banda, que James Murphy resolveu fazer da despedida deles um registro eterno.

O grupo entrou para a história em um show de despedida no grandioso Madison Square Garden, em Nova York. O registro desse adeus ficou por conta de um documentário, que mostra 48 horas da vida de James Murphy, da hora que acorda até momentos antes do show. E claro, o show.

O nome do filme é praticamente uma homenagem a eles, os fãs, que fizeram do LCD um grande grupo, e resume tudo: “Shut Up and Play the Hits”.

O documentário vai ser exibido no próximo dia 22, no festival de Sundance, nos Estados Unidos. E antes que me peçam para “calar a boca”, eu deixo vocês assistirem o trailer do documentário.

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Para constar, o documentário foi dirigido pela dupla Thirtytwo (Dylan Southern e Will Lovelace), que já produziu vídeos para Franz Ferdinand, Elbow, The Fall, Arctic Monkeys e o documentário “No distance Left To Run” do Blur. Vi lá no Vinícius, ou, Bracin.

12

01 2012

Então é Natal

 

Todo fim de ano é assim, uma chatice. Pelo menos quando você anda por entre as lojas ou liga a TV. Sempre tem uma musiquinha mala de natal, que tá tocando, te enjoando, mas tá lá. E essa “obsessão” por inserir em seu cérebro e fazer você ter mais certeza do que nunca, de que o Natal está chegando, não é exclusividade dos brasileiros.

Fora do país é comum artistas lançarem álbuns e faixas especiais dedicadas ao velho Noel, e a toda essa história que envolve família, presente, amigo secreto, tio engraçadinho e algum amigo chato da família. Dessas músicas lançadas lá fora, algumas são inéditas, outras são regravações de músicas tradicionais, mas com uma roupagem toda especial.

Pra te livrar um pouco das imagens de Roberto Carlos na TV e todo o elenco da Globo insistindo em cantar que “hoje é um novo dia”. Para dar aos seus ouvidos um descanso das eternas músicas da Simone e do Ivan Lins, segue abaixo alguns vídeos, e um link esperto,  para você conhecer em primeira mão, o que de mais legal foi lançado com tema natalino este ano.

Por fim, o link esperto: http://newalbumreleases.net/?s=christmas

Publicado originalmente em: http://www.espacomog.com.br/do-pop-ao-indie-entao-e-natal

22

12 2011

Conforme a banda toca

foto retirada do site http://miojoindie.com

wado

“O movimento é de gangorra: alegria e prazer durante os shows, dor de cabeça na hora de pagar as contas”, assim começa o texto de uma matéria publicada na Gazeta de Alagoas e lançada na rede pelo site Scream & Yell (www.screamyell.com.br). O título da matéria é “Noites de Pêndulo”, já no site dá pra sentir mais o peso do que o texto trata: “Wado: entre a música e o concurso público…”.

Não é de hoje que se discute o papel do músico e a relação dele com o mercado. Sabe-se que no Brasil, esse caminho é tortuoso. Não é fácil fazer sucesso “de graça”. É preciso ser influente no meio, ou ter dinheiro para “dar garantias” a uma gravadora na hora de lançar um disco. Mas o músico catarinense, radicado em Alagoas, Wado, não quer mais saber dessas incertezas. Por isso, manifestou o desejo de prestar concurso público.

Em entrevista para a Gazeta de Alagoas, Wado, com 34 anos, se disse cansado. Segundo ele, é hora de “pagar a vida”, e não ter de depender mais dessa gangorra musical. Ele não pretende deixar a música, apenas vai colocá-la em segundo plano, para, digamos, não morrer de fome.

Coincidentemente, o texto da Gazeta de Alagoas, assinado por Carla Castelotti, cita logo no início a banda Macaco Bong, um dos nomes que me veio à cabeça assim que li o título do post no Scream & Yell. O Macaco Bong talvez seja hoje, o nome que mais represente os coletivos culturais voltados para a música.

Em resumo, dentro dos coletivos, ou seguindo a filosofia deles, o artista passa a ser ele próprio autor, protagonista, produtor e empresário. É o modo “independente de ser” levado ao extremo. Só que no coletivo, juntos, não só um artista, vários. Tudo lindo? Nem tanto.

Fato que acontece dentro dos coletivos, é que uma minoria de artistas, com mais renome, ou mais popular, principalmente na internet, acaba ganhando uma maior exposição. Já uma parte dos artistas que se apresentam, tocam para públicos pequenos, com cachês baixos, o que não traz benefício financeiro e muito menos divulgação quantitativa e qualitativa do trabalho. Um defensor dessa tese de que, os beneficiados são poucos, é o cantor e VJ da MTV, China.

China defende que as verbas públicas, utilizadas por esses coletivos deveriam ser mais bem distribuídas. Essa discussão vai longe, e para entender um pouco do que rola, vale ler o texto crítico do China no link http://chinaman.com.br/fora-do-eixo-e-longe-de-mim/. Tem também o texto de João Parahyba, também no site S&M, que resume um pouco o que pensa um lado da história: http://screamyell.com.br/site/2010/04/13/carta-aos-musicos-e-artistas/. Não posso de postar aqui, lógico, o lado do Fora do Eixo em resposta ao texto do China: http://musica.foradoeixo.org.br/index.php/2011/11/fora-do-eixo-mas-perto-de-tods/.

Mas a questão aqui não é essa discussão, e sim, o que leva um artista como Wado, cujo último disco (Samba 808) contou com a participação de grandes nomes da música nacional como Marcelo Camelo, Chico César e Zeca Baleiro, a pensar seriamente em prestar concurso público?

A resposta talvez seja a desilusão. Hoje mais vale o que a rádio toca, independente da qualidade, do que uma boa música. Com a internet o que se viu foi a ampliação de um nicho de mercado. Nicho esse que consome justamente o que vem da internet, e isso não dá um retorno real para o artista. Nas rádios, o que entra na programação, depende de vários fatores, mas o mais forte e desonesto é o jabaculê, o famoso jabá! Se não for assim, você parte para o lado, o dos coletivos, mas continua praticamente no anonimato e ainda assim tem que seguir o ritmo conforme a “banda” toca.

Curiosamente Wado também é jornalista. Ele foi mais para o lado da música, mas carrega o fardo de ter duas profissões que se assemelham. Hoje em dia, o jornalismo, assim como a música, está pulverizado na internet, nas redes sociais. O que se vê na mídia televisiva, impressa, e no rádio, é justamente um jornalismo que na sua maioria defende interesses. Um jornalismo jabazeiro, cuja qualidade… Ah, a qualidade! O que é isso diante de um leitor, um ouvinte, que muitas vezes aceita passivamente tudo aquilo que lhe é jogado na cara?

Texto publicado originalmenten o site do Espaço MOG: http://www.espacomog.com.br/do-pop-ao-indie-conforme-a-banda-toca/

15

12 2011

Ô ô – Marcelo Camelo

…do novo disco “Toque dela”

http://www.marcelocamelo.com.br/

03

03 2011

O Foo Fighters e o Radiohead. 2011 pode ser O ANO!

Foi lançado ontem o novo vídeo do Foo Fighters para a música “White Limbo”. A música vai estar no próximo álbum da banda, que deve ser lançado no dia 11 de abril.

Outra novidade, pra começar bem a semana, é o próximo disco do Radiohead. “The King of Limbsvai ser lançado de forma digital no próximo sábado pelo site http://www.thekingoflimbs.com já vazou (clica aqui), mas se você quiser o disco físico é só comprar pelo site e esperar até maio!

2011 promete!!!

14

02 2011

“Under Cover Of Darkness”, a nova música do Strokes!

I’m very very happy!

Assim Zane Lowe, locutor da Radio 1 da BBC fechou o lançamento mundial da nova música dos Strokes, Under Cover Of Darkness. E olha que ele tocou duas vezes!!!

A música é boa, muito boa. Cinco anos depois do último disco, a voz do Julian tá diferente. As guitarras de Albert Hammond, Jr soam de forma perfeita, limpa, e os solos grudam na cabeça.

Pra quem não ouviu, o blog “Oh My Rock” disponibilizou a faixa para baixar! Aqui: Oh My Rock

Under Cover Of Darkness é a segunda faixa do novo álbum Angles, que vai ser lançado oficialmente em 21 de março.

A versão oficial vai ficar disponível por pouco tempo no site da banda: http://new.thestrokes.com/

Setlist completo:

1. Machu Picchu

2. Under Cover of Darkness

3. Two Kinds of Happiness

4. You’re So Right

5. Taken For A Fool

6. Games

7. Call Me Back

8. Gratisfaction

9. Metabolism

10. Life Is Simple In The Moonlight

09

02 2011

Two Door Cinema Club – What You Know

Videozinho do Two door Cinema Club para a perfeita “What You Know”.

14

01 2011