Quando acaba, mas não termina

O que é preciso para ser uma grande banda? Tempo? Carreira sólida? Bons discos? Só hits? Ou ser dançante?

Talvez para James Murphy, do LCD Soundsystem, a única resposta seria: os fãs.

Sim, estes emblemáticos, complexos, complicados e exigentes, fãs.

Não é à toa, que para mostrar ao mundo que o LCD Soundsystem (sempre andando em paralelo com o mainstream, com um pé lá sem tirar o outro cá) foi uma grande banda, que James Murphy resolveu fazer da despedida deles um registro eterno.

O grupo entrou para a história em um show de despedida no grandioso Madison Square Garden, em Nova York. O registro desse adeus ficou por conta de um documentário, que mostra 48 horas da vida de James Murphy, da hora que acorda até momentos antes do show. E claro, o show.

O nome do filme é praticamente uma homenagem a eles, os fãs, que fizeram do LCD um grande grupo, e resume tudo: “Shut Up and Play the Hits”.

O documentário vai ser exibido no próximo dia 22, no festival de Sundance, nos Estados Unidos. E antes que me peçam para “calar a boca”, eu deixo vocês assistirem o trailer do documentário.

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Para constar, o documentário foi dirigido pela dupla Thirtytwo (Dylan Southern e Will Lovelace), que já produziu vídeos para Franz Ferdinand, Elbow, The Fall, Arctic Monkeys e o documentário “No distance Left To Run” do Blur. Vi lá no Vinícius, ou, Bracin.


12

01 2012

Então é Natal

 

Todo fim de ano é assim, uma chatice. Pelo menos quando você anda por entre as lojas ou liga a TV. Sempre tem uma musiquinha mala de natal, que tá tocando, te enjoando, mas tá lá. E essa “obsessão” por inserir em seu cérebro e fazer você ter mais certeza do que nunca, de que o Natal está chegando, não é exclusividade dos brasileiros.

Fora do país é comum artistas lançarem álbuns e faixas especiais dedicadas ao velho Noel, e a toda essa história que envolve família, presente, amigo secreto, tio engraçadinho e algum amigo chato da família. Dessas músicas lançadas lá fora, algumas são inéditas, outras são regravações de músicas tradicionais, mas com uma roupagem toda especial.

Pra te livrar um pouco das imagens de Roberto Carlos na TV e todo o elenco da Globo insistindo em cantar que “hoje é um novo dia”. Para dar aos seus ouvidos um descanso das eternas músicas da Simone e do Ivan Lins, segue abaixo alguns vídeos, e um link esperto,  para você conhecer em primeira mão, o que de mais legal foi lançado com tema natalino este ano.

Por fim, o link esperto: http://newalbumreleases.net/?s=christmas

Publicado originalmente em: http://www.espacomog.com.br/do-pop-ao-indie-entao-e-natal


22

12 2011

Conforme a banda toca

foto retirada do site http://miojoindie.com

wado

“O movimento é de gangorra: alegria e prazer durante os shows, dor de cabeça na hora de pagar as contas”, assim começa o texto de uma matéria publicada na Gazeta de Alagoas e lançada na rede pelo site Scream & Yell (www.screamyell.com.br). O título da matéria é “Noites de Pêndulo”, já no site dá pra sentir mais o peso do que o texto trata: “Wado: entre a música e o concurso público…”.

Não é de hoje que se discute o papel do músico e a relação dele com o mercado. Sabe-se que no Brasil, esse caminho é tortuoso. Não é fácil fazer sucesso “de graça”. É preciso ser influente no meio, ou ter dinheiro para “dar garantias” a uma gravadora na hora de lançar um disco. Mas o músico catarinense, radicado em Alagoas, Wado, não quer mais saber dessas incertezas. Por isso, manifestou o desejo de prestar concurso público.

Em entrevista para a Gazeta de Alagoas, Wado, com 34 anos, se disse cansado. Segundo ele, é hora de “pagar a vida”, e não ter de depender mais dessa gangorra musical. Ele não pretende deixar a música, apenas vai colocá-la em segundo plano, para, digamos, não morrer de fome.

Coincidentemente, o texto da Gazeta de Alagoas, assinado por Carla Castelotti, cita logo no início a banda Macaco Bong, um dos nomes que me veio à cabeça assim que li o título do post no Scream & Yell. O Macaco Bong talvez seja hoje, o nome que mais represente os coletivos culturais voltados para a música.

Em resumo, dentro dos coletivos, ou seguindo a filosofia deles, o artista passa a ser ele próprio autor, protagonista, produtor e empresário. É o modo “independente de ser” levado ao extremo. Só que no coletivo, juntos, não só um artista, vários. Tudo lindo? Nem tanto.

Fato que acontece dentro dos coletivos, é que uma minoria de artistas, com mais renome, ou mais popular, principalmente na internet, acaba ganhando uma maior exposição. Já uma parte dos artistas que se apresentam, tocam para públicos pequenos, com cachês baixos, o que não traz benefício financeiro e muito menos divulgação quantitativa e qualitativa do trabalho. Um defensor dessa tese de que, os beneficiados são poucos, é o cantor e VJ da MTV, China.

China defende que as verbas públicas, utilizadas por esses coletivos deveriam ser mais bem distribuídas. Essa discussão vai longe, e para entender um pouco do que rola, vale ler o texto crítico do China no link http://chinaman.com.br/fora-do-eixo-e-longe-de-mim/. Tem também o texto de João Parahyba, também no site S&M, que resume um pouco o que pensa um lado da história: http://screamyell.com.br/site/2010/04/13/carta-aos-musicos-e-artistas/. Não posso de postar aqui, lógico, o lado do Fora do Eixo em resposta ao texto do China: http://musica.foradoeixo.org.br/index.php/2011/11/fora-do-eixo-mas-perto-de-tods/.

Mas a questão aqui não é essa discussão, e sim, o que leva um artista como Wado, cujo último disco (Samba 808) contou com a participação de grandes nomes da música nacional como Marcelo Camelo, Chico César e Zeca Baleiro, a pensar seriamente em prestar concurso público?

A resposta talvez seja a desilusão. Hoje mais vale o que a rádio toca, independente da qualidade, do que uma boa música. Com a internet o que se viu foi a ampliação de um nicho de mercado. Nicho esse que consome justamente o que vem da internet, e isso não dá um retorno real para o artista. Nas rádios, o que entra na programação, depende de vários fatores, mas o mais forte e desonesto é o jabaculê, o famoso jabá! Se não for assim, você parte para o lado, o dos coletivos, mas continua praticamente no anonimato e ainda assim tem que seguir o ritmo conforme a “banda” toca.

Curiosamente Wado também é jornalista. Ele foi mais para o lado da música, mas carrega o fardo de ter duas profissões que se assemelham. Hoje em dia, o jornalismo, assim como a música, está pulverizado na internet, nas redes sociais. O que se vê na mídia televisiva, impressa, e no rádio, é justamente um jornalismo que na sua maioria defende interesses. Um jornalismo jabazeiro, cuja qualidade… Ah, a qualidade! O que é isso diante de um leitor, um ouvinte, que muitas vezes aceita passivamente tudo aquilo que lhe é jogado na cara?

Texto publicado originalmenten o site do Espaço MOG: http://www.espacomog.com.br/do-pop-ao-indie-conforme-a-banda-toca/


15

12 2011

Coluna de estreia “Do pop ao indie”

Semana passada estreou a coluna do PopIndie no site do MOG, casa de shows e eventos de Campinas/SP. Abaixo segue um trechinho com o link para o texto completo:

Nos últimos anos o Brasil foi invadido por festivais e shows internacionais, mas 2011 extrapolou a conta. Se citarmos somente os dois maiores festivais do país, Rock in Rio e SWU, e o mais queridinho, o Planeta Terra já temos argumentos suficientes para provar que somos a “bola da vez” no mundo da música. E essa conta não se resume apenas a estes três majors.

Não podemos nos esquecer dos eventos menores como o “pocket festival” Popload Gig, além, claro, dos shows internacionais como U2, Pearl Jam e Aerosmith.

E a explicação para esta explosão pode estar em uma frase de Bono Vox. Em entrevista para o UOL, durante a passagem do grupo pelo país este ano, Bono disse que “o Brasil sempre foi conhecido pelo futebol e pelo carnaval. Agora conhecemos o Brasil que é um gigante econômico, um país inovador”. E é justamente esse crescimento que possibilita a contratação de shows internacionais.

Para ter ideia, Perry Farrell organizador do Lollapalooza, que acontece no país em abril do ano que vem, admitiu em entrevista para a Folha de São Paulo, que o Brasil foi escolhido para acolher o evento como uma forma de “ajudar a custear o festival no Chile”. Ou seja, o dinheiro está aqui.”

Texto completo aqui: http://www.espacomog.com.br/do-pop-ao-indie-os-festivais-nossos-de-cada-dia/


13

12 2011

Sobre a voz do Eddie

Depois de tempos eu resolvi voltar a postar aqui porque algo me preocupou: a voz do Eddie Vedder.

Sério! Sou mega fã do Pearl Jam, e nunca escondi isso, mas compare só esse show de Montreal, no Canadá, este ano:

Com este em Santiago, no Chile, em 2005:

A voz deu uma fraquejada? Falta fôlego pela falta de shows?

Se for a segunda opção Qualquer que seja a opção, talvez role uma pequena decepção para nós brasileiros. É que depois do show do Canadá, o PJ fez cinco apresentações. E antes do primeiro show de São Paulo, no dia 03 de novembro, eles devem fazer mais quatro. O grupo não toca, segundo a agenda no site oficial, durante todo o mês de outubro!

Dá pra treinar a voz até lá?…ou só falta fôlego mesmo? Diz aí!


19

09 2011

Ô ô – Marcelo Camelo

…do novo disco “Toque dela”

http://www.marcelocamelo.com.br/


03

03 2011

O Foo Fighters e o Radiohead. 2011 pode ser O ANO!

Foi lançado ontem o novo vídeo do Foo Fighters para a música “White Limbo”. A música vai estar no próximo álbum da banda, que deve ser lançado no dia 11 de abril.

Outra novidade, pra começar bem a semana, é o próximo disco do Radiohead. “The King of Limbsvai ser lançado de forma digital no próximo sábado pelo site http://www.thekingoflimbs.com já vazou (clica aqui), mas se você quiser o disco físico é só comprar pelo site e esperar até maio!

2011 promete!!!


14

02 2011

“Under Cover Of Darkness”, a nova música do Strokes!

I’m very very happy!

Assim Zane Lowe, locutor da Radio 1 da BBC fechou o lançamento mundial da nova música dos Strokes, Under Cover Of Darkness. E olha que ele tocou duas vezes!!!

A música é boa, muito boa. Cinco anos depois do último disco, a voz do Julian tá diferente. As guitarras de Albert Hammond, Jr soam de forma perfeita, limpa, e os solos grudam na cabeça.

Pra quem não ouviu, o blog “Oh My Rock” disponibilizou a faixa para baixar! Aqui: Oh My Rock

Under Cover Of Darkness é a segunda faixa do novo álbum Angles, que vai ser lançado oficialmente em 21 de março.

A versão oficial vai ficar disponível por pouco tempo no site da banda: http://new.thestrokes.com/

Setlist completo:

1. Machu Picchu

2. Under Cover of Darkness

3. Two Kinds of Happiness

4. You’re So Right

5. Taken For A Fool

6. Games

7. Call Me Back

8. Gratisfaction

9. Metabolism

10. Life Is Simple In The Moonlight


09

02 2011

Two Door Cinema Club – What You Know

Videozinho do Two door Cinema Club para a perfeita “What You Know”.


14

01 2011

Os novos do R.E.M. e do Gorillaz

O R.E.M. divulgou um teaser com trechos de sete faixas do novo álbum do grupo, Collapse Into Now.

A pré-venda de Collapse Into Now começou ontem pelo iTunes. Nas lojas, o disco chega somente em 7 de março de 2011.

Quem também divulgou um teaser (acima) foi o Gorillaz. No vídeo estão compiladas imagens da turnê feita pelos Estados Unidos que o grupo se propõe a relatar no disco. Também foram divulgadas as faixas do novo álbum, The Fall, gravado com a ajuda de um iPad:

1- “Revolving Doors”

2 – “HillBilly Man”

3 – “Detroit”

4 – “Shy-town”

5 – “Little Pink Plastic Bags”

6 – “The Joplin Spider”

7 – “The Parish of Space Dust”

8 – “The Snake In Dallas”

9 – “Amarillo”

10 – “The Speak It Mountains”

11 – “Aspen Forest”

12 – “Bobby In Phoenix”

13 – “California And The Slipping Of The Sun”

14 – “Seattle Yodel”


22

12 2010

Cee Lo Green – “It’s Ok”

O Cee Lo Green lançou o clipe de mais um single do fantástico álbum The Lady Killer, lançado mês passado.

A música da vez é “It’s Ok”, que você acompanha abaixo:


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12 2010

The XX cover by Gorillaz – “Crystalised”

23

11 2010